sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Cátia


TEXTO INTERPRETATIVO – 2ºANOS A/B/C – QUÍMICA

 

Prof.ª Cátia Brandão

 

 

 

 

 

Península Antártica sofre degelo rápido

 

            Olhando à distância, parece óbvio. Como os termômetros da península Antártica, região mais setentrional do continente gelado, registraram uma alta média de 5ºC nos últimos 50 anos, as geleiras que existem ali teriam mesmo que derreter. Mas o que os cientistas não esperavam era a velocidade das mudanças, que acaba de ser identificada por meio de imagens de satélite.

Em apenas cinco anos – entre 2001 e 2005 – um grupo de 30 geleiras na península Antártica, por exemplo, chegou a perder 4000 m2 de área por ano em sua linha de frente, em média.

         No total, o trabalho do glaciólogo Jorge Arigony Neto, pesquisador da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), analisou 184 geleiras da península Antártida entre 1986 e 2005.

         “Os dados mostram uma mudança grande de comportamento dentro do período de estudo. Era até certo ponto esperado, mas não tínhamos ideia de que as geleiras demorassem um tempo tão curto para mudar de comportamento”, disse Arigony Neto à Folha.

         “Existe mais gelo derretendo mesmo, por causa do aumento da temperatura”, explica outro pesquisador, que é do mesmo laboratório de Jefferson Simões e também estuda a Antártida.

         Diante desse quadro, nem mesmo os dois glaciólogos gaúchos – que dizem ser os únicos do Brasil – conseguem fugir da objetividade manifestada pelo consenso global entre climatologistas. Até 2100, o nível médio do mar pode subir até 1 metro. Assim como o que ocorre na península Antártida, isso pode ter sérias consequências.

                                                                                                                                              Disponível em: www. folha.com.br

 

 

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