TEXTO
INTERPRETATIVO – 2ºANOS A/B/C – QUÍMICA
Prof.ª Cátia Brandão
Península Antártica sofre degelo rápido
Olhando à distância, parece óbvio.
Como os termômetros da península Antártica, região mais setentrional do
continente gelado, registraram uma alta média de 5ºC nos últimos 50 anos, as
geleiras que existem ali teriam mesmo que derreter. Mas o que os cientistas não
esperavam era a velocidade das mudanças, que acaba de ser identificada por meio
de imagens de satélite.
Em apenas cinco anos
– entre 2001 e 2005 – um grupo de 30 geleiras na península Antártica, por
exemplo, chegou a perder 4000
m2 de área por ano em sua linha de frente, em
média.
No total, o trabalho do glaciólogo Jorge Arigony Neto, pesquisador da UFRGS (Universidade
Federal do Rio Grande do Sul), analisou 184 geleiras da península Antártida
entre 1986 e 2005.
“Os dados mostram uma mudança grande de
comportamento dentro do período de estudo. Era até certo ponto esperado, mas não
tínhamos ideia de que as geleiras demorassem um tempo tão curto para mudar de
comportamento”, disse Arigony Neto à Folha.
“Existe mais gelo derretendo mesmo, por
causa do aumento da temperatura”, explica outro pesquisador, que é do mesmo
laboratório de Jefferson Simões e também estuda a Antártida.
Diante desse quadro, nem mesmo os dois
glaciólogos gaúchos – que dizem ser os únicos do Brasil – conseguem fugir da
objetividade manifestada pelo consenso global entre climatologistas. Até 2100,
o nível médio do mar pode subir até 1 metro . Assim como o que ocorre na península
Antártida, isso pode ter sérias consequências.
Disponível em: www. folha.com.br
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